sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

AMEI-TE

Texto em 77 palavras da Sofia:

Amei-te e por te amar
Deixei até de pensar!
Fiz mais do que imaginava
Pois quem ama fica cego

Deixa de agir por si só
Torna-se parte de outro alguém!
Mas como é bom amar!
Tão bom nos dedicarmos ao outro!

Ficar com borboletas na barriga
Como se todos os dias fossem primavera
Caminhar sobre nuvens de algodão
E o nosso coração fica um constante verão!

Por tudo isso, e mesmo cega,
Eu quero amar, amar perdidamente!


O primeiro verso é do poema "Amei-te e por te amar" de Fernando Pessoa
O último verso é do poema "Amar" de Florbela Espanca.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

PALAVRAS - MICROCONTO

A Beatriz escreveu, a escritora Margarida Fonseca Santos leu na Rádio Sim (ouvir aqui).

Não saibas: imagina… as palavras acabadas de nascer, sem voz ainda, imperfeitas, mas ingénuas e puras. Parecem ter vida própria e independente. No entanto, que seria de nós sem elas?
As palavras são a nossa essência, crescemos com elas, vivemos com elas e, no fim da vida, com elas envelhecemos. Caminhamos lado a lado. Choramos, rimos, gritamos, confessamos os mais íntimos segredos com palavras e combatemos a solidão. As palavras sustentam as nossas vidas. Palavras somos nós.

“Não saibas: imagina”…, Miguel Torga, Diário IX
“Palavras somos nós”, Gastão Cruz, Os poemas



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

EDUCAÇÃO AZUL E ROSA

O assunto deste cartoon é a educação "azul" para os rapazes e a educação "rosa" para as meninas.
Apesar de todos os esquemas e teorias sobre a igualdade de géneros, a sociedade insiste em marcar a diferença entre rapazes e raparigas. Devemos reparar nos brinquedos que, aos olhos da sociedade, devem ser oferecidos a meninas: bonecas, talheres, espelhos, rimel, batons; do outro lado, o menino e as "coisas dele": bola, papagaio, carro, avião.
Mal se sabe o sexo do bebé, procura-se comprar todo o enxoval com as cores que identificam o género: azul ou rosa. Até aos dez anos, é quase impossível mudar esta tendência e vestir um menino de rosa ou vice-versa. Aos quinze, as atividades extracurriculares são, também, influenciadas por este padrão que a sociedade alimenta. Os rapazes devem escolher futebol e as meninas a ginástica ou dança. Aos 18, na altura de escolher o curso para o futuro, continua a existir separação por géneros nas respetivas saídas profissionais. Por exemplo, na educação existem mais professoras do que professores, na política verifica-se o contrário.
Na vida adulta, falando em particular do casamento, existe ainda desigualdade do género. Assim, cabe à mulher a limpeza da casa e confeção das refeições, já para não falar do acompanhamento dos filhos. O homem deve ser o sustento da casa e aquele que transmite segurança à família.
Em jeito de conclusão, podemos afirmar que os anos passam, os séculos avançam mas as mentalidades resistem. Devemos, sem dúvida, trabalhar melhor na igualdade de oportunidades para o género feminino e masculino.
texto de Teresa Almeida, 8ºB
ano letivo 2017-2018

domingo, 19 de novembro de 2017

VANESSA VAI À LUTA - QUESTIONÁRIO 1

Depois de analisados os elementos paratextuais, folheia o livro.
1. Indica o espaço cénico onde decorrem as várias cenas.
1.1 O que há de pouco comum nesta peça em relação à divisão em atos e cenas?
Cena I
2. Transcreve uma didascália que indique:
• Cenário;
• Movimento corporal do ator;
• Expressão facial;
• Tom de voz.

3. Vanessa brinca de forma muito animada e a sua brincadeira é teatro dentro do teatro. Porquê?

4. “Anda, amiga, estás livre, ganhámos, ganhámos!”
4.1 Que estado de espírito expressa Vanessa nesta frase?
4.2 De que forma esta frase faz antever a intenção crítica da autora?

5. Caracteriza a personagem Vanessa de acordo com as suas atitudes e linguagem utilizada.

sábado, 18 de novembro de 2017

VOCABULÁRIO DO TEATRO

  • Ação
Assunto, enredo, intriga, história de uma peça e teatro.
  • Aparte
Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pela público e não pelas outras personagens.
  • Ato
Cada uma das divisões de uma peça de teatro que exige mudança de cenário.
  • Ator
Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.
  • Autor/Dramaturgo
Autor de peças de teatro.
  • Bastidores
Espaços por detrás e ao lado do palco, fora da vista dos espetadores, onde os atores esperam pela sua entrada e onde se guardam os adereços e outros materiais.
  • Caracterizador(a)/caracterização
Pessoa que faz a caracterização:  cria no ator o aspeto adequado ao papel que vai desempenhar.
  • Cena
Subdivisão de um ato. Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra.
  • Cenário
Lugar onde decorre a ação, situa o espetador na época e no lugar em que a história se passa.
  • Cenógrafo
Responsável pela criação/execução dos cenários.
  • Comédia
Peça de teatro de crítica social, tem o objetivo de fazer rir o espetador.
  • Contrarregra 
Aquele que marca a entrada dos actores em cena.
  • Deixa
Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala.
  • Didascália
Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a história e ao tempo em que ela decorre.
  • Diretor(a)
Responsável máximo por uma companhia de teatro.
  • Encenador (encenação)
Aquele que idealiza o espetáculo teatral, dirige os atores nos seus papéis, leva à cena o texto dramático.

  • Elenco

Conjunto de atores que entram numa peça de teatro
  • Figurinista
Técnico de teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteado e outros complementos).
  • Fotógrafo (fotografia)
Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo.
  • Guarda-roupa
Conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos atores em diferentes peças.
  • Luminotécnico
O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.
  • Papel
Parte da peça teatral que compete a cada ator desempenhar.
  • Palco
Parte do teatro onde os atores representam.
  • Peça de teatro (texto dramático)
Texto que serve de base à representação.
  • Ponto
Pessoa que, durante a peça, escondida do público, apoia os atores quando eles se esquecem das suas falas, lendo o texto em voz baixa,
  • Público
Pessoas que assistem à representação de uma peça de teatro.
  • Sonoplasta (sonoplastia)
Pessoa responsável pelo som (seleção e execução dos efeitos acústicos).
  • Teatro
Lugar onde se representam peças de teatro.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

POR FAVOR, NÃO ATROPELEM O PORTUGUÊS!

São muitos os atropelamentos que a língua portuguesa sofre diariamente e várias vezes ao dia. Ora vejamos aqui alguns exemplos mais significativos.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

domingo, 2 de julho de 2017

MAIS VALIOSO QUE UM DIAMANTE

Texto de Catarina Moreira, 9ºB, menção honrosa no concurso "Uma aventura literária 2017"
Arrumo a mala para uma nova viagem. Vou atravessar os céus até ao outro lado do mundo pois irei ajudar no resgate de várias casas e pessoas devido ao sismo de ontem. O que mais custa é vermos algo que estimamos e que retrata a nossa história ir por “terra abaixo”, literalmente.
            Como aventureira que sou, nada me fará voltar com esta ideia atrás. Tento ajudar quem precisa, mesmo que isso me custe a vida, independentemente do que possa acontecer e do que possa aparecer. Vou até ao centro de ajuda e coloco lá tudo o que precisarei para esta viagem e o percurso até ao aeroporto é feito com animação.
O país encontra-se devastado, tudo desabou e só se veem grandes destroços e perdas materiais e humanas. Olhamos em volta e apenas vemos a tristeza explícita nos rostos de quem se encontra vivo. Se algum dia isto me acontecesse… Nem imagino!!!
- Está na hora de começar – avisam-me.
Vou até ao carro de ajuda buscar o material necessário e começo a curar as feridas de pessoas que tinham sido resgatadas a tempo. Felizmente, nada lhes aconteceu! É por isso que cá estou, mas algo mais chama por mim. Em vez de ir até ao meu local de trabalho, vou até um lugar que ainda não tinha sido revistado por nenhum especialista e ouço o meu nome. Quando olho para trás, percebo que era só a minha imaginação e curiosidade a falar mais alto. Entro numa casa destruída, havia sobrado pequenas mobílias, o que me faz perceber que era uma casa moderna, e encontro vários brinquedos espalhados. Ouço um latido seguido por um choro de bebé e, por impulso, corro até ao local. Quem diria que eu iria salvar a vida de algo tão frágil e leve como uma pena? Encontro uma menina, deduzo, pelas roupas que traz vestidas, embora esfarrapadas, e, ao lado, tentando aquecê-la e acarinhá-la, um cachorrinho.
Coloco cada um nos meus braços e saio de lá para o caso de uma derrocada voltar a acontecer e, preventivamente, eu ter estes pequenos seres indefesos em plena segurança. Tento encontrar informações sobre a bebé, mas todos negam dá-las, todos me ignoram, numa indiferença que dói, seguem o seu caminho para se ajudarem ou cuidarem de si próprios. Como é egoísta a humanidade em situações críticas! A preocupação apodera-se de mim: quem serão os pais desta criança?
Entrego a bebé e o cão aos médicos acompanhantes e, como por magia, algo cai do vestido dela. Será uma pista? Leio: “Quando a encontrares, talvez eu não esteja viva. Esta bebé merece uma família. O que seria de mim se não tivesse tido uma? Espero que cuidem dela, que ela consiga rasgar o egoísmo humano e ser feliz.”

Talvez isto seja um sinal. O mundo dá voltas e talvez eu tenha ganho uma segunda oportunidade. Cuidarei dela como se fosse uma joia, sabendo que a vida vale muito mais que qualquer diamante.